Domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Enfermeiros Inundados!


 

 

Fico perplexo com o extravio social que está patente nas manifestações ferradas em organismos falsos, com provocações de cariz disfuncional e não eréctil que por aí andam, entre Marquês e Restauradores a protestar o aumento dos salários na classe de enfermagem no nosso País ranhoso.

 

Vêm com o seu paladar a cheirar abundantemente a etílicos e detergentes que lavam o cu dos medrosos e febris sujeitos, a manifestar o aumento salarial para este ano, conjugado com os sindicatos da treta que agendam uma arruada numa sexta-feira da parte da tarde. Mas pensam que estamos onde? Num país de cerosos e insensíveis filósofos? Andam a lutar e a escravizar a classe e depois pretendem fazer nascer um fim-de-semana prolongado? Depois se vê velhas que nem dentaduras têm a dizer que nem sabem muito bem o que vêm vislumbrar para a capital.

 

Todos nós temos o direito à indignação e ao protesto. Temos o direito de estar contra as medidas político-sociais que o Governo Socialista tem vindo a tomar mas juntar os gritos e assobios, colados ao fim de semana só para se manter o bom nome institucional, tenho pena.

 

Ainda se dizem justos e correctos com a sua classe quando em vez de pedirem melhores equipamentos hospitalares, instalações top de gama e pessoal cada vez mais especializado, NÃO, vêm cá para fora, nas ruas da santa Baixa, pedir mais dinheiro no final do mês!

 

E os que morrem à fome com 500 euros que trabalham há mais de 20 anos na função pública? Pois é. Não interessam. Não têm curso superior!

 

Mas detêm da experiência de vida institucional. São eles o poderio, o motor de expansão das vossas mentes. O País precisa de encher os seus cofres, não de esbanjar em merdas nojentas nos vossos cheques!

 

Cresçam e apareçam! Parem lá de se tocar nos WC’s públicos do Saldanha!

PA

 

 


sinto-me: Poderoso!

publicado por andre114star às 16:16
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147 comentários:
De congeminações a 7 de Fevereiro de 2010 às 19:48
Cheguei aqui através do tweetDeck e em boa hora porque deparo com este interessantíssimo post com o qual não poderia estar mais de acordo. Felicidades na sua carreira.


De benvinda a 9 de Fevereiro de 2010 às 13:49
ainda por cima diz o que quer e não publica a opinião dos outros...isto é que é democracia..


De Enfermeira a 11 de Fevereiro de 2010 às 11:57
Desabafo de um Enfermeiro:
>
> "(..)Como Enfermeiro, estive hoje de greve assegurando cuidados mínimos.
>
> Revejo-me integralmente nas reivindicações da classe. Mas pergunto-me como as outras pessoas vêm a nossa classe, a nossa profissão, a nossa posição na sociedade. Será que não seremos o parente pobre de um sistema de saúde que só tem olhos para outros interesses...
>
> Sou licenciado. Ganho como bacharel ou nem isso. Deveria fazer 140h por mês e trabalho 160 ou mais. Não recebo nada por essas horas a mais, acumulando horas. Tenho colegas com quase 200h positivas, ou seja, 200 horas que prestaram serviço de qualidade e que não viram compensado o esforço, e porque não dizê-lo, dedicação à causa pública, fazendo os possíveis todos os dias para não faltar nada em termos de cuidados de enfermagem.
>
>
> Essas 200 horas deveriam ser pagas como extraordinárias, ou melhor ainda, deveriam ser realizadas por um dos 5mil enfermeiros que actualmente não tem emprego. No meu serviço devem-se mais de 2000h. No meu hospital há uns dezenas de serviços e a média é nalguns casos superior.
>
> Devem-se no país, talvez um milhão de horas de cuidados. O que daria trabalho a mais 7000 Enfermeiros.
>
>
> E já nem estou a falar no aumento do numero de enfermeiros por cada turno, senão o número teria de ser ainda maior. No meu serviço, para 32 doentes, podem estar apenas 2 enfermeiros de serviço. E ao contrário do que por vezes pensamos (os enfermeiros pensam) só temos 2 mãos, 2 olhos, 2 pernas e 1 cabeça. E não somos omnipresentes.
>
>
> Sou contratado há mais de 4 anos, trabalhando um pouco à margem da lei com contratos de 6 meses 'miraculosamente' renovados. Mas será que algum dia deixarão de precisar realmente dos enfermeiros para termos um contrato tipo 'hipermercado' ou pior?
>
>
> Depois, nestes 4 anos vi o meu ordenado ser aumentado pouco mais de 40€, ou seja 10€ ano. Não subi nenhum escalão, grau, etc, porque simplesmente não há carreira de enfermagem definida, e como contratado a coisa complica-se. Qual é o meu estímulo todos os dias? Apesar de ainda adorar o que faço, trabalho porque preciso dos €€€€. É frustrante pensar que todos os anos ao contrário do que deveria ser, ganharei menos. Deveria ganhar como licenciado e ganhar horas extras se me fossem exigidas.
>
>
> Eu que ganho 6,5€ à hora, bem menos que alguns funcionárias da limpeza (sem desprimor para o seu trabalho), não me pagam horas extra. Mas pagar 2500€ por 24h de um médico, já é moralmente e legalmente aceite.Deixemos de ser hipócritas. Sou mal pago. Sinto todos os dias na pele, o peso e o risco desta profissão, que não é dar injecções e medir tensões. Está redondamente enganado quem dessa forma pensa. Somos um elo central nas relações clínicas, um peça chave. Quem esteve internado e já precisou de nós saberá a tudo o que me refiro.
>
>
> Formação adicional é sempre condicionada pelos serviços e instituições, num país que quer ter miúdos com computadores por todo o lado, num país em que se não formos doutores não somos ninguém, mas apelar a uma formação contínua, tendencialmente gratuita, é só para outras classes. A qualidade afinal é para outros verem. O doente que se trame.
>
>
> Se tenho um curso de suporte básico de vida, devo-o a mim. 200€ e tem de ser renovado em 2-3 anos.
>
>
> Se tenho um curso de suporte avançado de vida, devo-o a mim. 400€ e renovado em 2-3anos.
>
>
> Se quero ser especialista, terei de ter pelo menos mais 6000€ de propinas para pagar. E depois, esperar que me aceitem numa instituição, que abram concursos, que se desbloqueiem verbas, etc. Um médico depois de médico torna-se especialista praticamente sem ir à escola em 6 anos. A prática é quase tudo. Nós seremos muito diferentes?
>
>
> Se quero tirar uma pós-graduação ou mestrado, arrisco-me a queimar as pestanas e tirar tempo à família, não esquecendo mais 3000€ ou 6000€ de propinas. Em troca recebo mais 0€ ao fim do mês. É isto um estímulo ao desenvolvimento? É assim que a profissão está. É assim que nos sentimos.
>
>
> E o estimado leitor, que opinião tem dos Enfermeiros?"
>
>
> Recebi este mail e subscrevo-o inteiramente!!
> É esta a realidade do nosso país e da Enfermagem! É pura, nua e crua!!! Necessita-se de saúde para a Saúde!!
>


De Jorge Meira a 8 de Fevereiro de 2010 às 13:58
Após ler o teu comentário a greve que os enfermeiros levaram a cabo, para reivindicar a actualização salarial que lhes é devida desde 2000 (ano em que o seu curso de base passou a ser uma licenciatura), fiquei indeciso entre ,mais uma vez, ignorar o comentário infeliz de alguém que escreve sobre coisas sobre as quais detêm notoriamente, uma profunda ignorância , ou comentar...
Desta vez não resisti a desperdiçar " alguns minutos a comentar, pois e obvio que nenhum comentário poderá alguma vez por cobro a semelhante diarreia cerebral. A greve teve a duração de 3 dias, coisa que parece ter passado despercebida a tão douto escritor e psicólogo como ele próprio se caracteriza não consigo evitar...) e portanto dificilmente poderia deixar de estar colada a um fim de semana. Quanto ao cú dos medrosos sujeitos, entenda-se doentes ou utentes dos serviços de saúde que somos todos nós, incluindo a respectiva mãe e o próprio, que tão respeitosamente são descritos, por tão iluminado senhor, merece-me apenas um comentário: conversa de puto que não completou a adolescência e se esquece do devido respeito que nos merecem as pessoas que infelizmente não detêm autonomia para tão básicas funções como seja o auto-cuidado ! talvez um dia saibas por experiencia própria valorizar a pessoa que te estenda a tal mão (mesmo com cheiro etílico).
Quanto aos muitos e preciosos funcionários da função pública ,e não só, que continuam a auferir salários de 500 euros, devo dizer que talvez seja altura de seguir o exemplo dos enfermeiros e utilizar o tal direito á indignação e acrescento ao respeito que claramente o nosso querido autor se esqueceu ou desconhece.
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Após ler o teu comentário a greve que os enfermeiros levaram a cabo, para reivindicar a actualização salarial que lhes é devida desde 2000 (ano em que o seu curso de base passou a ser uma licenciatura), fiquei indeciso entre ,mais uma vez, ignorar o comentário infeliz de alguém que escreve sobre coisas sobre as quais detêm notoriamente, uma profunda ignorância , ou comentar... <BR>Desta vez não resisti a desperdiçar " alguns minutos a comentar, pois e obvio que nenhum comentário poderá alguma vez por cobro a semelhante diarreia cerebral. A greve teve a duração de 3 dias, coisa que parece ter passado despercebida a tão douto escritor e psicólogo como ele próprio se caracteriza não consigo evitar...) e portanto dificilmente poderia deixar de estar colada a um fim de semana. Quanto ao cú dos medrosos sujeitos, entenda-se doentes ou utentes dos serviços de saúde que somos todos nós, incluindo a respectiva mãe e o próprio, que tão respeitosamente são descritos, por tão iluminado senhor, merece-me apenas um comentário: conversa de puto que não completou a adolescência e se esquece do devido respeito que nos merecem as pessoas que infelizmente não detêm autonomia para tão básicas funções como seja o auto-cuidado ! talvez um dia saibas por experiencia própria valorizar a pessoa que te estenda a tal mão (mesmo com cheiro etílico). <BR>Quanto aos muitos e preciosos funcionários da função pública ,e não só, que continuam a auferir salários de 500 euros, devo dizer que talvez seja altura de seguir o exemplo dos enfermeiros e utilizar o tal direito á indignação e acrescento ao respeito que claramente o nosso querido autor se esqueceu ou desconhece. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Despeco-me</A> com algo construtivo, talvez a única coisa construtiva que este blog alguma vez tenha visto!! Devias tentar aprender alguma coisa com os livros, de onde tiras-te as citações ou quem sabe com este humilde comentário , pois humilde é a profissão de enfermeiro que me orgulho de exercer mesmo quando ajudo alguém tão necessitado, ao ponto de de lhe lavar zonas tão intimas que só quando a doença nos vence ,permitimos que outros nos auxiliem! Eu também já fui jovem e arrogante e com a firme convicção que detinha uma sapiência e conhecimento que ninguém nunca detêm ! Mas todos temos de crescer um dia...! deixo-te uma frase que deverias acrescentar ao teu blog pois foi muito útil a alguém que talvez reconheças . "Eu só sei que nada sei" é sempre um bom ponto de partida! <BR>PS: não exerço a minha profissão em Portugal por isso sou totalmente isento nas questões salariais envolvidas na luta dos enfermeiros em Portugal e já agora mostra mais respeito pelo país no qual tens o privilégio de viver!!!! <BR>


De andre114star a 8 de Fevereiro de 2010 às 23:19
Todos temos o direito a reivindicar e manifestar aquilo que achamos que está mais ou menos bem. Afinal vivemos num país democrático, com a famosa liberdade de expressão! Não concebo que ninguém, ninguém, venha com palavras caluniosas a difamar a pouca ou muita inteligência que possa ter. Não me dirigi a ninguém em concreto pelo que só lê quem quer. Tenho pena que algumas minorias não se identifiquem com as palavras que escrevi que, se acham, arcaicas, generalizando o mal-estar em todos os textos que já escrevi.
Provoco esta nota nem pense que seja para me defender. Mas para fazer jus aos que me seguem que sendo poucos ou muitos, não deixam de ser os meus amigos, os meus companheiros de algumas batalhas interessantes.
Se pensam, esse grupo pequeno e infantilmente descrito, que me podem demover na opinião que fiz surgir, podem muito bem nem por cá mais os pés.
E, no meu ponto de vista, os senhores doutores, excelências da saúde, enfermeiros são importantíssimos. Nem coloquei em causa a sua actividade laboral. Tenho pena que algumas mentes não cheguem a tanto!
Bem-haja, caro amigo.


De Emília Rito a 9 de Fevereiro de 2010 às 12:07
Sou mais uma enfermeira que parou para ler o que escreveste e penso que o português que aprendemos não foi o mesmo com certeza!!! Concordo plenamente com a opinião do colega que te respondeu e não entendo a tua resposta!!! Considero a geração de 1988 muito interessante palo bem que sabe aproveitar a vida, mas esses miúdos que como tu nasceram nesse ano, lá na minha terra da beira, sabem ser responsáveis e aprenderam na escola um português que lhes permite omitir opiniões que toda a gente entende. Até costumo ter orgulho neles!
Eu sou enfermeira por gosto e penso que estou na profissão certa há 16 anos. Desempenho as minhas funções sempre com um sorriso nos lábios e com a forte convicção de que estou a ajudar alguém que precisa. Não é fácil estar doente. Não é agradável depender de alguém para as mais básicas necessidades humanas. Espero que não passes pela cama de um hospital tão cedo...mas espero que os enfermeiros da Ribeira Brava se lembrem de te convidar a ti e aos teus amigos a fazer umas horitas de voluntariado num hospital, para poderes dar valor à nossa profissão!!! Tens todo o direito de omitir opiniões acerca do que quiseres, mas pensa que talvez seja interessante distinguir o que apenas é brincadeira do que podem ser assuntos mais sérios! Talvez já te tenham dito que com a saúde não se brinca...apesar de ser extremamente importante conservarmos o sentido de humor e sorrirmos sempre, é diferente de brincar com assuntos sérios! Se te dizes poeta, enaltece os heróis deste país! Refiro-me aos doentes. Os que estão verdadeiramente doentes, são os verdadeiros heróis! Têm paciência, capacidade de sofrimento, resiliência no combate à má sorte que a vida lhes reservou, e mesmo assim, conseguem sorrir, falar e tolerar as más condições que os serviços de saúde por vezes oferecem! Dizes tu que nós deviamos era reinvindicar melhores condições de trabalho e mais equipamentos, blá, blá blá...Sabes que os enfermeiros portugueses, no Haiti, foram distinguidos por conseguirem improvisar e desenrascar qualquer situação? Sabes que além de nós trabalharmos com seres humanos, temos de lidar com más condições de trabalho as quias aprendemos a contornar em prol dos doentes, e ainda temos de auferir um baixo ordenado? Consegues explicar-me porque é que os enfermeiros têm de receber menos do que qualquer outro licenciado em Portugal? Não é o nosso trabalho tão ou mais importante que qualquer outro? Só se lembram que somos importantes quando precisam de nós? Eu também gostava que houvesse menos gente a precisar de nós por doença. Podiamos apenas fazer ensinos de prevenção das mesmas, implementar medidas de protecção, como por exemplo vacinação e estarmos presentes nas maternidades! Isto era um mundo cor-de-rosa e idílico, que infelizmente só pode existir em sonhos. Nós apenas queremos o que é justo!
Vê se te dedicas a realizar algo mais produtivo para o teu crescimento do que apenas encher um blog com palavras sem conteúdo! Feliciodades.
Emília Rito


De Miguel Fernandes a 9 de Fevereiro de 2010 às 15:14
Muita Boa Tarde

Para iniciar esta discussão deixo aqui uma frase que já li algures neste blog.

«Não sou do tamanho da minha altura, mas da estatura daquilo que posso ver.» Fernando Pessoa

Nunca vi uma frase de perfil que estivesse menos adequada à pessoa que a colocou.

Sem dúvida, o senhor não sabe do que fala, e recorre à "liberdade de expressão" para ser libertino- difamar, denegrir, caluniar... enfim... o seu post demonstra um mar de ofensas que são tudo menos a demonstração digna e integra de liberdade de expressão.

Sem me exceder no direito ao contraditório, que me assiste enquanto enfermeiro, apenas de lhe indico dois sites: www.sep.pt e www.ordemdosenfermeiros,pt - Ao fim de pouco mais de 15 minutos de leitura a sua mente iluminada irá com certeza apercebe-se que o património e responsabilidade social da enfermagem vão muito para além que os seus medíocres olhos podem ver.

Cumprimentos. No seguimento das suas manifestações deselho-te tudo de bom: para que não tenha de recorrer À saúde 24 quando estiver de gripe, não tenha de recorrer à vacinação dos seus filhos, não caia no hospital para que não tenha de perceber que a intervenção do enfermeiro ultrapassa muito o contexto dos cuidados de higiene. Tudo de bem lhe corra... para que se mantenha na ignorância que com certeza merece estar.


De Anónimo a 9 de Fevereiro de 2010 às 15:32
Tenho pena que existam pessoas, como o Sr. sabichão... realmente existe muita falta de maturidade e de conhecimento no assunto em questão. Não sabe... não comenta.


De Rúben Maia a 9 de Fevereiro de 2010 às 22:47
Não vale a pena.
Você enterra-se cada vez mais a cada palavra que digita no seu blog.


De Enfermeira a 10 de Fevereiro de 2010 às 18:14
Exmo. Poeta, afirma que ao fazer a sua postagem, não se dirigiu a ninguém em concreto... Dirigiu-se a todos os enfermeiros deste país e devo dizer, de forma muito lamentável. Tem direito à sua opinião e a expressá-la de forma democrática. Infelizmente, a sua opinião revela um desconhecimento total sobre a profissão de Enfermagem e expressou-a de uma forma totalmente errada e ofensiva.
Tem apenas 22 anos, pelo que ainda tem alternativas:
- continuar a passear à beira-mar, ser psicólogo dos seus amigos, amar a sua vida, escrever uns versos, e ficar-se no seu cantinho idílico
OU informar-se, ser um ouvinte activo, abrir a mente e os olhos para o que o rodeia para poder ter uma opinião reflectida, crítica e ajustada à sociedade onde vive.
Desejo-lhe uma boa vida.




De Rui Novo a 9 de Fevereiro de 2010 às 04:57
É provalvelmente a terceira ou quarta vez que comento um post de um blog na Net. Nada contra, acho uma excelente maneira de expressar opinião sobre um assunto. Afinal de contas, a nossa opinião é sempre importante.
No entanto, escrever umas linhas sobre aquilo que desconhecemos não é assim tão fácil. E depois dá algo menos bonito e sem sentido nenhum...Enfim, aquilo que suja o "cú" dos tais "sujeitos" que o jovem fala.
É ridículo referir alguns termos utilizados pelo Poeta Açoreano, que cita Fernando Pessoa no cabeçalho da página e é capaz de dizer tamanhas barbaridades.

Rapaz:
A Saúde em Portugal é sustentada pelos Enfermeiros. É o único profissional a acompanhar 24 sobre 24 horas o doente, e intervir nas mais diversas áreas, que só quem está mesmo doente sabe valorizar. A nossa formação é das mais diferenciadas e permite-nos saber cuidar e saber tratar. Seria impossível definir o que fazemos em 4000 caracteres...Aliás, só precisando da Enfermagem é que sentimos o seu valor.
Por isso recomendo ao jovem que faça algo de útil aos seus 22 anos e faça voluntariado. Hospital, Centro de Saúde, Lar de Idosos, qualquer coisa. Chegue perto de alguém que esteja mesmo doente e esteja atento durante 5 minutos às dificuldades que esta apresenta. Depois pode voltar para o conforto do lar e sentar-se ao seu computador e escrever sobre o que sentiu.
Provavelmenta não ia conseguir dizer nada... Porque nem sequer se preocupou em ver nada... E provavelmente saíriam umas linhas do género da anterior, a fazer alusão à incontinência de esfincteres de alguns.

Para falar é preciso saber. Para saber é preciso ir além da criação de um dominio em blogs.sapo.pt

Não admito que fale assim dos Enfermeiros nem de qualquer outra profissão que assente o seu trabalho no cuidar de quem precisa. É vergonhoso a forma como insulta quem está doente e quem procura tratar essa doença.

Nunca senti tamanho desprezo pela ignorância como sinto ao escrever isto. Nem sequer merecia resposta.
Mas como a minha formação foi neste sentido, convido o jovem a apanhar o avião, sair na Portela e passar umas férias na Capital. Posso transmitir uns conhecimentos sobre a Enfermagem e o que realmente é, para poder apagar este post e escrever outro com sentido.
Podemos também proporcionar uma reunião com os vários Sindicatos da profissão, para que perceba os motivos na nossa luta.

E quando a sua Mãe for idosa, estiver febril e com incontinência intestinal, tratarei dela o melhor que sei.

Rui Novo
Enfermeiro desde 2007







De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2010 às 21:39
Como sempre...uso adequado das palavras.
Não diria melhor, por isso senhor poeta...pense no que o Rui disse.


De Teixeira dos Santos a 9 de Fevereiro de 2010 às 06:47
Estás numa idade em que a ignorância é salutar, mas a ofensa é inimiga. Espero que nunca estejas numa cama de um hospital para te certificares da natureza da profissão de enfermagem. E se por infelicidade tal acontecer, a ti ou a um familiar teu certamente te vou ver a encabeçar a próxima manifestação de enfermagem. Uma boa saúde para ti e para os teus.


De teresa a 9 de Fevereiro de 2010 às 10:06
Caro açoreano tem toda a razão, não é do tamanho da sua altura, mas da estatura daquilo que pode ver, que na verdade é muito pouco por ter os seus olhos vendados por uma critica ignorante e infundada.
Portanto meu amigo, cresça e apareça.


De Elsa Alves a 9 de Fevereiro de 2010 às 11:07
Depois de ler este texto tão sujo e cheio de palavras que só me soam a dor de cotovelo, só posso dizer uma coisa, não te esqueças que um dia também poderás a vir a ser um sujeito "febril e medroso" a quem um enfermeiro tenha de te lavar o cu. E quando estiveres sozinho numa cama de hospital, quem sabe numa noite de Natal, longe de tudo e de todos, aí quando chamares pelo enfermeiro de serviço, pode ser que a tua consciência te faça engolir todas as palavas que aqui escreveste.

É muito triste, alguém que não é da classe e que não faz a mínima ideia do que se passa, que não faz ideia do que é trabalhar por turnos, dias de festa, sujeito a doenças profissionais, etc venha falar sobre algo que nem lhe diz respeito.
É triste...muito triste...mas infelizmente é de pessoas assim como tu, que se acham mega-iluminados, que este país vive e sobrevive.


De James a 9 de Fevereiro de 2010 às 11:15
Nos Açores há muitas vacas e fezes.. dedica-te ao pastoreio porque este comentário só demonstra uma coisa... palavras caras em tão pobre pensamento...
Tiago Amaral, Enfermeiro


De Enfermeira a 9 de Fevereiro de 2010 às 11:48
Que infeliz !
Que frustrado !
Cresce e aparece !
Sabes lá bem o que é trabalhar com penosidade e riscos,ter uma RESPONSABILIDADE enorme , e ter estudado BASTANTE, fazer uma licenciatura em horário pós laboral, tendo dois filhos, e trabalhando 42 horas por semana , porque o governo assim o exigiu e não ser reconhecido por isso anos e anos , e mesmo assim continuar a cuidar dignamente tudo e todos ! Claro que não sabes! Não demonstras maturidade para perceber metade! Funcionários públicos a passar fome com 500 euros SÓ PORQUE NÃO TêM CURSO SUPERIOR? A minha familia privou-se de muita coisa para que eu pudesse estudar, e o que está mal não é exigir o que tenho direito como licenciada , mas sim o roubo a que todos somos sujeitos por parte de quem governa!
Tenho pena de ti! Tens muito para aprender!



De Gomes a 9 de Fevereiro de 2010 às 11:53
Após esse exercício de masturbação intelectual podes bem descer a terra e voltar a tua vidinha.
Está patente uma certa tristeza nas suas palavras, talvez devesse dedicar-se ao pastoreio ou a produção de queijo.
Não gasto mais o meu tempo com estas parvoices...
Eu sei que morar numa ilha deve ser difícil... mas se quiseres ja podes ter a tv satélite para te entreteres, sempre é melhor em vez de estares a perder tempo com a escrita...porque sinceramente é muito zé povinho


De Anónimo a 9 de Fevereiro de 2010 às 12:08
Olá André, espero que publiques o meu comentário. Mais uma vez, felicidades.
Emília Rito


De Rúben Maia a 10 de Fevereiro de 2010 às 22:45
O meu comentário também foi censurado por este ignorante.


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